SAIA DO VERMELHO 

O endividamento de pessoa física tem tomado nesses últimos anos números espantosos, devido a crise que nossa economia tem passado, muitos tem perdido seus empregos e com isso as dividas tem se acumulado ao longo dos anos, muitas empresas tem visto isso e tem criado planos para ajudar seus funcionários a criar bons hábitos com relação as finanças, tendo em vista que esse fator também afeta a sua produtividade.

O endividamento afeta não apenas a produtividade em seu trabalho, mas também gera conflitos dentro de sua casa, com seu conjugue e seus filhos. Quero aqui colocar algumas sugestões para poder te ajudar a organizar suas finanças pessoais e mudar o cenário com atitudes simples mas eficazes.

Uma pesquisa feita pela você s/a mostrou que praticamente seis em cada dez funcionários se consideram preocupados com sua situação financeira, ou seja, estão endividados o salário desse grupo dura cerca de quinze dias, o restante do mês é bancado pelo cheque especial e o credito rotativo do cartão, ou ainda por financiamentos e dinheiro emprestado de pessoas ou bancos.

O impacto desse cenário na vida dessas pessoas é preocupante que resulta em mais faltas no trabalho, sendo maior do que aqueles que tem suas finanças em dia, além de afetar sua produtividade, pois usam parte do seu dia de trabalho para resolver problemas causados pelo descontrole em suas finanças.

Os funcionários com mais dividas tem o dobro de advertências no trabalho, a pesquisa não detalha mas o descontrole aumenta o nível de stress que pode ser transmitido para o ambiente corporativo.

Esse problema no trabalho também é levado para o ambiente familiar causando diversos transtornos, o descontrole no orçamento familiar é um mal que afeta todas as áreas de um indivíduo e precisa ser trato com seriedade.

O país entrou em crise nos últimos 2 anos, até então o comportamento da sociedade estava acompanhando o momento econômico, com linhas de credito que encorajam as famílias a adquirir créditos, lojas com financiamentos atrativos e taxas relativamente baixa que se encaixavam no orçamento, programas do governo isentando alguns impostos, e baixando outros, criando linhas especificas para comprar imóveis, carros, móveis, etc. Nesse cenário o brasileiro vou elevando seu nível confiante na economia.

Porem nos últimos 2 anos o cenário mudou, e mudou para pior segundo uma pesquisa feita pelo IBGE a taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio deste ano. Ela é superior aos 10,2% de fevereiro e aos 8,1% do trimestre encerrado em maio de 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Muitos perderam o emprego que acharam que não perderia, as parcelas deixaram de ser pagas, o padrão de vida de muitos teve que ser rebaixado por força do cenário.

Os juros do cartão foram de 419,6% ao ano em fevereiro. Em janeiro, a taxa média ficou em 410,97%. A taxa é a maior desde outubro de 1995, quando estava em 459,53% ao ano. No cheque especial, os juros de 255,94% ao ano são os maiores desde julho de 1999, quando eram de 278,48%. Em janeiro, a taxa estava em 248,34% segundo a ANEFAC, esses índices afetaram o brasileiro tirando ele de sua zona de conforto e deixando muitos sem uma direção.

Muitos utilizam o cheque especial pois é o jeito mais fácil de conseguir dinheiro para cobrir as dívidas, o problema é que é o mais caro também, com o encurtamento do salário para 15 dias o restante do mês é usado esse credito que com essas taxas se torna uma bola de neve, criando a impressão que o dinheiro está sumindo, e de fato está mesmo sendo corroído por essas taxas de juros altas.

 

Isso tem trazido para as empresas grandes prejuízos, tanto que muitas empresas tem investido na educação financeira de seus funcionários, o stress causado pelas dividas reflete em baixa produtividade, deixa um clima mais tenso dentro da equipe, pedem mais adiantamentos e abonos salariais.

A falta de educação financeira é um dos maiores problemas sociais, as pessoas não estão preparadas para lidar com o dinheiro, e é preciso se conscientizar disso o brasileiro nunca olha a taxa de juro, apenas se a parcela vai se encaixar em seu orçamento, e assim acumula diversas contas que acabam saindo de seu controle. As empresas tem um papel fundamental dentro desse processo de conscientização, a formação financeira de seus profissionais precisa de ser levada a sério incluindo programas financeiros com outros benefícios, como assistência médica, alimentação e até lazer.

Mas essa mudança vai muito além de empresas, precisa ser aplicado nas escolas, na sociedade organizada, igrejas, nos grupos sociais para que a educação financeira seja uma realidade de fato.

Vou publicar amanhã um e-book com 10 dicas sobre como organizar suas finanças, se você tiver interesse deixe seu e-mail aqui:

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